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A FACE DA MUDANÇA DOS SUBÚRBIOS

À medida que os subúrbios americanos estão a tornar-se mais diversos do que nunca, uma classe média emergente está a promover a suburbanização explosiva nas cidades asiáticas. Em todo o mundo, as linhas do urbano, suburbano e rural estão pouco definidas, mais do que alguma vez estiveram.

Após a Segunda Guerra Mundial, os subúrbios cresceram como sinal do sucesso económico. O seu crescimento foi promovido por uma classe média trabalhadora próspera e pelo acesso ao automóvel, e era desejado porque uma habitação menos densa era garante de um estilo de vida mais saudável e organizado.

Isto foi um relançamento das correrias para as cidades durante a revolução industrial. Apesar de já ter décadas, este movimento original da população está a repetir-se atualmente na China e na Índia, onde o aumento da eficiência agrícola está a contribuir para a criação de postos de trabalho e, por conseguinte, para a mudança das pessoas em grande numero rumo a cidades.

Mas estas novas cidades asiáticas têm mais em comum com as modernas cidades americanas como Dallas e Houston, que cresceram mais recentemente e foram concebidas com os subúrbios e o automóvel em mente.

"Os jovens adultos e as classes médias prósperas estão a mudar-se para as áreas urbanas, enquanto os imigrantes e as pessoas mais pobres estão a reivindicar os subúrbios para si. Tanto economistas como sociólogos questionam-se sobre se esta tendência veio ou não para ficar, sendo que alguns apontam a crise económica de 2008 como o motivo da tendência."

EXPANSÃO SUBURBANA

No mundo ocidental, a identidade dos subúrbios está em evolução. No seu livro "The Great Inversion", Alan Ehrenhalt diz que muitas cidades americanas estão a seguir o exemplo de Londres e Paris, onde as pessoas mais abastadas se aproximam do centro, o que por sua vez leva a uma grande mudança na demografia suburbana.

Ao contrário da crença popular, os subúrbios no mundo ocidental continuam a evoluir. Interessante é o que acontece no seu meio, de acordo com Pete Saunders, urbanista e especialista em assuntos urbanos para a Forbes.

"Os jovens adultos e as classes médias prósperas estão a mudar-se para as áreas urbanas, enquanto os imigrantes e as pessoas mais pobres estão a reivindicar os subúrbios para si. Tanto economistas como sociólogos questionam-se sobre se esta tendência veio ou não para ficar, sendo que alguns apontam a crise económica de 2008 como o motivo da tendência. É difícil dizer ao certo se vai continuar a ser assim, mas neste momento parece haver uma preferência inequívoca das jovens gerações por uma vida urbana eclética e dinâmica, o que é um afastamento da vida suburbana mais homogénea do passado."

OS SUBÚRBIOS TÊM DE SE ADAPTAR

Os subúrbios não foram construídos para lidar com uma população de classe trabalhadora com uma maior necessidade de serviços públicos e transporte. Em vez de esperar que as pessoas se adaptem aos subúrbios, Saunders sugere que deve ser exatamente o contrário.

"Os riscos sociais de não adaptar a política pública às populações em mudança podem ser observados em Paris e, em menor escala, em Londres. Os subúrbios devem adaptar-se à população em mudança, em vez de se esperar que as pessoas se adaptem aos subúrbios. A tendência é para baixo nas cidades americanas, e a expansão do trânsito público em cidades como Los Angeles tem sido enorme. Um planeamento desses permite aos subúrbios tornarem-se mais semelhantes às próprias cidades, com uma ampla oferta de habitações, oportunidades de trabalho e projetos de urbanização multiusos."

O crescimento explosivo de cidades asiáticas reflete agora o crescimento de cidades como Chicago, que cresceu de 300.000 habitantes para mais de 3 milhões entre 1870 e 1930.

A cidade indiana de Chennai está a crescer desmesuradamente, mas a escolha do estilo de vida não é a principal razão. As empresas mudaram-se para fora da cidade, e os trabalhadores seguiram-nas, beneficiando ambos de custos mais baixos e de mais espaço. Na indústria transformadora de alta tecnologia, o núcleo urbano perdeu cerca de um quarto dos seus trabalhadores, enquanto a periferia exterior, entre 25 km e 50 km do centro, ganhou 23% mais postos de trabalho.

Ainda falta saber como é que a classe média emergente e o seu desejado estilo de vida serão integrados na atual estrutura da cidade, não apenas em Chennai, mas em todo o continente asiático.

OS VEÍCULOS SEM CONDUTOR MUDARÃO TUDO

A ascensão do consumo colaborativo não significa que o uso do automóvel vai desaparecer para dar lugar aos transportes públicos. Serviços como a Uber e clubes de partilha de carros permitem aos moradores na cidade usarem um carro sem o custo acrescido de realmente ter um. A empresa de estudos de mercado Juniper prevê que as plataformas de transporte partilhado, que normalmente consomem apenas 20% dos rendimentos dos condutores, vão registar um crescimento estimado das receitas de 3,3 mil milhões de dólares, em 2015, para 6,5 mil milhões de dólares, em 2020.

Robert Bruegmann, professor na Universidade de Illinois, em Chicago, e especialista na expansão urbana, especula que as mudanças demográficas futuras podem ser impulsionadas pela introdução do automóvel sem condutor no mercado.

"A era do automóvel sem condutor está muito mais próxima do que a maioria das pessoas pensa. Eu suspeito que assim que o sistema atingir um volume crítico, a expansão do transporte público vai acabar na maioria dos casos. De facto, grande parte do transporte público existente poderá deixar de ser necessário uma vez que um sistema de partilha sem condutor pode resultar num sistema de transporte mais eficiente que leva as pessoas diretamente de A para B em vez de paragem a paragem."

"O autocarro e o transporte ferroviário vão, provavelmente, continuar a existir em cidades mais densas e mais antigas, sobretudo entre os nós de elevada densidade como zonas da baixa e de aeroportos, mas é bem possível que os automóveis partilhados sem condutor venham a ser o sistema de transporte público por opção no futuro. À medida que as pessoas se tornam mais abastadas, o seu tempo torna-se mais precioso. Hoje em dia, é quase sempre mais rápido fazer o mesmo percurso de carro do que num transporte público na maioria das cidades ocidentais, a não ser que se viva mesmo no centro. À medida que o tempo passa, eu prevejo que cada vez menos pessoas estejam dispostas a lidar com as limitações impostas pelo autocarro e pelo transporte ferroviário com base na tecnologia do século XIX."

Com os melhoramentos em curso na tecnologia do teletrabalho e com a ascensão da força de trabalho independente, a possibilidade de escolhermos onde queremos viver pode rapidamente vir a depender menos do local onde trabalhamos e mais do estilo de vida que pretendemos ter.

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